Sábado, Janeiro 22, 2005
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Radicalismo: vozeiro do colectivo literário radicalista galego, na sua briga por umha literatura criativa, moderna e aborígene.
4 Comments:
Bom dia, senhores. Uma prenda topada por aí. Lembrei-me de vostés e penso que talvez lhes agrade (espero que nom fosse muito pensar).
Poética (Manuel Bandeira)
"Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação."
Pois nom errou, amigo. Gostamos imenso. Obrigado.
Sem insultar, meus senhores, que som "amiga".
De res, foi um prazer mas o mérito nom é meu, a rede as as casualidades, som-che-vos o que tenhem.
Disculpa-nos o masculino genérico. Gostamos muito do poema e ficamos muito obrigado por no-lo fornecer. Um beijo.
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