Segunda-feira, Maio 02, 2005

Poema de Ossip Mandelstam.

Encontrar-nos-emos outra vez em Petersburgo
como se ali tivéssemos enterrado o sol,
e então pronunciaremos pela primeira vez
a palavra abençoada sem sentido.
Na noite soviética, no negro de veludo,
no Vácuo de veludo negro, os olhos adorados
de mulheres abençoadas ainda cantam,
nascem as flores que jamais morrerão.